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Raimon Panikkar, buscador do Mistério
Faustino Teixeira, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), recorda a vida e a obra de Raimon Panikkar, falecido na semana passada. Ele será sepultado no dia 3 de setembro, no Mosteiro de Montserrat, próximo de Barcelona. Eis o artigo.
Por: Faustino Teixeira
Os místicos dizem que a morte mais difícil não é a morte física, essa morte pequena, mas aquela que acontece com o desapego radical e o mergulho na profundidade da alma. A expressão utilizada é “morrer antes de morrer”. Assim aconteceu com Raimon Panikkar , que nos deixou nesse agosto de 2010. Talvez tenha sido um dos Buscadores do Mistério mais ousados e provocadores. Sua vida foi toda tecida pela dinâmica da relação. De mãe católica e pai hindu, traz em sua vida esse traço de dialogação.
Uma vez perguntado sobre o seu itinerário pessoal respondeu que partiu cristão, descobriu-se hindu e retornou budista, sem ter jamais cessado de ser cristão. E anos depois, acrescentou que no seu retorno, descobriu-se um cristão melhor. Esse é Panikkar, referência singular para o diálogo das religiões e a reflexão sobre a espiritualidade. A perspectiva dialogal estava envolvida em sua vida como o musgo na pedra. Não via futuro nas religiões a não ser no intercâmbio criativo entre elas. Dizia que sem a interlocução externa as religiões não poderiam senão afogar-se. Propunha um “diálogo dialógico”, mais existencial, de “fecundação mútua”, que pudesse de fato envolver os parceiros numa busca comum do mistério. O diálogo para ele era, antes de tudo, um ato espiritual, que implicava uma profunda consciência da humildade e vulnerabilidade dos interlocutores diante do Mistério sempre maior e adiante. Mesmo reconhecendo todas as dificuldades que acompanham a abertura e o êxodo para o mundo do outro, acreditava que esse era o caminho seguro para a construção da identidade. Tornava-se necessário conhecer e dialogar com uma outra tradição religiosa para poder situar verdadeiramente a própria tradição. Em frase lapidar, assinalava que “aqueles que não conhecem senão sua própria religião não a conhecem verdadeiramente”.
Na visão de Panikkar, o diálogo interreligioso requer como condição fundamental a atitude de “uma busca profunda, uma convicção de que estamos caminhando sobre um solo sagrado”. Há que se despir de preconceitos para acessar o mundo do outro. E essa viagem não é fácil. Mas há que sair do “esplêndido isolamento”. O encontro com o outro torna-se hoje “inevitável, importante e urgente”. Mas alongar as cordas é sempre muito difícil. Exige um questionamento profundo às nossas convicções e a disposição de deixar-se transformar pelo outro. Como indica Panikkar, é também um encontro “perigoso e desconcertante”, mas certamente purificador. É a condição indispensável para nos darmos conta da profundidade inexaurível da experiência humana e dos limites precisos de nossos vínculos contingenciais e limitados. Para Panikkar, o salto desarmado na realidade é “audacioso e mortal”, e esse foi o exemplo deixado por peregrinos como Buda e Jesus. No horizonte dessa busca o que existe é algo encantadoramente simples, como destaca Mestre Eckhart: algo que é “florescente e verdejante”. Panikkar indica que o verdadeiro buscador deve voltar-se para o que é simples por excelência: o Mistério que nos habita e que também brilha no mundo do outro. Na verdade, o diálogo é uma viagem novidadeira que toca de perto nossa própria peregrinação pessoal, no sentido do encontro com a plenitude de nós mesmos. Há que jogar-se com liberdade nessa água, nos diz Panikkar, ainda que nossas pernas vacilem e nosso coração titubeie. Mesmo sabendo que há o risco de nele nos perdermos e afogar, é o caminho essencial para tocar o fundo.
No último período de sua jornada, Panikkar dedicou-se ao tema da mística e da espiritualidade. Para ele, a mística vem entendida como a “experiência integral da vida” ou “experiência da Realidade última”. E a categoria Realidade assumia para ele uma importância única, de densidade mais ecumênica para expressar o significado profundo da experiência do Mistério sempre maior. Enquanto a mística traduz para ele essa “experiência suprema da realidade”, a espiritualidade vem entendida como o caminho para alcançar essa experiência. É ela que faculta o essencial fermento para a qualidade da vida e para o encontro autêntico com o outro.
Em bela iniciativa da editora italiana Jaca Book, toda a obra de Panikkar está sendo recolhida e organizada e vários volumes, divididos por temas, entre os quais: mística e espiritualidade, religião e religiões, cristianismo, hinduísmo, budismo, cultura e religiões em diálogo, hinduísmo e cristianismo, visão trinitária e cosmoteândrica, mistério e hermenêutica, filosofia e teologia, secularidade sagrada, espaço tempo e ciência (Opera Omnia).
Leia mais...
>> Confira outros artigos sobre Raimon Panikkar no site do Instituto Humanitas Unisinos – IHU:
* Ícone da Unidade, Raimon Panikkar. Publicado nas Notícias do Dia em 28-08-2010;
* Raimon Panikkar, teólogo da dissidência. Publicado nas Notícias do Dia em 28-08-2010;
* Panikkar, uma visão oriental do catolicismo. Publicado nas Notícias do Dia em 14-06-2010;
* Raimond Panikkar: felicidade no momento presente. Publicado nas Notícias do Dia em 20-05-2010; 
* Crer com o corpo: a lição de Raimon Panikkar. Publicado nas Notícias do Dia em 13-04-2010;
* O tempo do perdão e a lógica do inimigo. Artigo de Raimon Panikkar. Publicado nas Notícias do Dia em 25-10-2007;
* O grande desafio do terceiro milênio para o cristianismo é tornar-se realmente católico" Entrevista com Raimon Panikkar. Publicado nas Notícias do Dia em 04-01-2007;
* Por uma teologia pós-religião: sem dogmas nem doutrinas. Publicado nas Notícias do Dia em 18-03-2010;
* ''Deus está além das religiões''. Publicado nas Notícias do Dia em 29-08-2010;
* Pannikar, pensador único e irrepetível. Publicado nas Notícias do Dia em 29-08-2010;
* Raimon Panikkar: diálogo e interculturalidade. Publicado nas Notícias do Dia em 29-08-2010;
* Unir céu e terra serve para restituir um sentido ao mundo. Publicado nas Notícias do Dia em 29-08-2010.

 

 

Congreso Uruguaio de Filosofía

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Asociación Filosófica del Uruguay

 Convocatoria

 CONGRESO URUGUAYO DE FILOSOFIA

Temática: “ La Responsabilidad Social desde las prácticas del pensamiento critico ”.

18,19 Y 20 DE SETIEMBRE DEL 2010.

COLONIA DEL SACRAMENTO /URUGUAY/Sede: Liceo Nº 1 de Colonia

Organiza: Asociación Filosófica del Uruguay
Comisión Ejecutiva:  Atilano Beltrancini
                            Aida Cocchiararo
                            Juan Carlos Iglesias.
                            Sandra Tejera
                            Zoraya Orsi                 

Fundamentación:  Ante la vulnerabilidad de la Condición Humana actual, la fragilidad de las estructuras institucionales, el reconocimiento de la diversidad cultural y la dificultad de llevar el discurso a las prácticas respetuosas de convivencia, se propone fomentar el debate hacia la comprensión cabal de la realidad que nos define.

Paneles y Mesas temáticas:   Pensamiento Critico
                                        Educación Filosófica
                                        Filosofía Política
                                        Bioética
                                        Epistemología
                                        Estética                      

                                 Presentación de Resúmenes

Los mismos tendrán una extensión de aproximadamente 500 caracteres que estará sujeto a su evaluación por parte del  Comité Ejecutivo y Académico dado a conocer éste en la 2da Convocatoria.
El plazo de presentación de las mismas vence el 15 de Junio, dirigidas a la siguiente casilla de correo:  Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Los documentos estarán en formato Word, letra Arial 11, interlineado 1.5

Presentación de ponencias

Hasta el 30 de Julio de 2010.

Estructuración del Congreso: 

? CONFERENCIAS

Estarán integradas por académicos destacados del país y la región.

? PANELES Y  MESAS DE TRABAJO

Los panelistas responden a temáticas relacionadas con los ejes a tratar en el Congreso, en perspectiva de debate

Las mesas de Trabajo estarán conformadas por las comunicaciones aceptadas por el Comité Ejecutivo y Académico, relacionadas con la temática del Congreso.

 


 

 

XI corredor del las ideas del cono sur

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 UNIVERSIDAD NACIONAL DE GENERAL SARMIENTO


                                          Instituto de Desarrollo Humano


                                   UNIVERSIDAD NACIONAL DE LANÚS
               Centro de Investigaciones históricas   
   XI ENCUENTRO DEL CORREDOR DE LAS IDEAS DEL CONO SUR “En el Bicentenario de la Independencia. El protagonismo de nuestros pueblos” 
                                                                                                      14-15-16 octubre 2010

  
                                               PRIMERA CIRCULAR


            El Corredor de las Ideas del Cono Sur es una institución que reúne humanistas y cientistas sociales, estudiosos del pensamiento y la cultura latinoamericanos, procedentes de la franja que se extiende entre Chile y Brasil, que tiene como objetivo principal pensar la integración del Cono Sur, así como contribuir a ésta desde su perspectiva epistémica y desde su instalación institucional, y como objetivos específicos, entre otros, fomentar los estudios sobre pensamiento y cultura latinoamericanos, la creación de redes intelectuales que articulen instancias universitarias entre sí y con otras, tanto gubernamentales como de la sociedad civil, fomentar la creación y difusión de actividades relativas a la integración cultural, fomentar la creación de grados académicos (postítulos, maestrías y doctorados) en estudios del Cono sur y de sus procesos de integración.

            Su primer encuentro constitutivo tuvo lugar en áreas del Municipio de Maldonado, Punta del Este, Uruguay en 1998; el II Encuentro bajo el lema de “Identidad y globalización” en la Universidad de Unisinos, Sao Leopoldo, Brasil, en 1999; el sorprendente crecimiento llevó el III Encuentro en 2000 a uno de los ejes del Corredor, la Universidad de Valparaíso, Chile en conmemoración de lo que sirvió de lema “A 100 años del Ariel de Rodó”; el IV Encuentro se realizó en 2001 en la Universidad Católica de Asunción, San Ignacio y Trinidad en Paraguay bajo el tema “Pensar la mundialización desde el Sur”; el V Encuentro en la Universidad Nacional de Río Cuarto en 2002 sobre el Tema “Cultura política y democracia enamorica Latina; el VI Encuentro en la Univ. de la República, Montevideo, en 2004, bajo el tema general “Sociedad civil, democracia e integración”; el VII en la Univ. de Unisinos, San Leopoldo, Brasil,  en 2005 bajo el tema general “Cono Sur: fronteras, democracias, ciudadanías, identidades”; el VIII Encuentro en la Universidad de Talca, Chile, en 2007;

el IX Encuentro en la Univ. Católica de Asunción, en 2008, bajo el tema general “Enseñanzas de la independencia para los desafíos globales de hoy. Repensando el cambio para ‘Nuestra América’; el X Encuentro en Maldonado, Uruguay, en 2009, conmemorando los 10 años del primero realizado en este mismo lugar, “Aproximación crítica de la condición humana en el contexto latinoamericano de hoy”.            Tales Encuentros han tenido siempre un nutrido número de participantes universitarios, profesores y estudiantes, sobre todo investigadores en al área de Estudios latinoamericanos, interesados por la convocatoria general del Corredor y por las diversas temáticas, generales y más específicas, que se han ido desplegando en Conferencias, paneles y comisiones de trabajo, con numerosas comunicaciones. Las aprobados, bajo el criterio de pertinencia temática y calidad, por el Comité Académico constituido por representantes de los respectivos países, han sido publicados en soporte electrónico y una selección en Actas en papel.            

  Acorde a los objetivos mencionados del Corredor de las Ideas y a la temática propuesta para este encuentro, se espera una concentración de esfuerzos y despliegue de los ejes temáticos a partir del reconocimiento del protagonismo de los pueblos latinoamericanos, es decir, de las comunidades históricas y de las identidades sociales. Si bien éstas en las últimas décadas han ganado mayor consideración por parte de las ciencias humanas, están requiriendo aún más adecuadas investigaciones y, en el contexto del debate epistemológico y metodológico, una mayor correspondencia. La constitución de un ámbito que lo promueve, en tanto reúne investigadores que tienen buenos antecedentes en esta orientación, que permanecen en contacto a través de redes y proyectos, involucrando a jóvenes investigadores y estudiantes, y orientando hacia la creación de posgrados especializados, ha de significar un importante impulso.              El  PROGRAMA del Encuentro preve Conferencias y Paneles a cargo de invitados  representativos de la historia del Corredor de las Ideas y de las diversas temáticas, 
           Paneles :

                      “La correspondencia de la organización política” 
                      “El desafío económico”            
                      “La adecuación de una política cultural”   
                      “El contexto latinoamericano y las políticas educativas”Comisiones, en las que se espera una amplia participación, a las que los coordinadores invitarán a través de comunicaciones sobre diversos temas:                                     Pensamiento latinoamericano e Historia de las Ideas
                             Filosofía política: democracia y protagonismo de los puebos                                                                                                                                                                                            
                             Pensamiento alternativo e intercultural
                             La filosofía de la historia y el reconocimiento de los sujetos históricos      
                             Los testimonios del arte latinoamericano.  
                             La ética y la habitación de un mundo.         
                              La tarea educativa y cultural      
                              La economía social
                             La tarea científico-técnica
                             Las religiones y los pueblos Latinoamericanos   
                             Los pueblos originarios y afroamericanos                                                
Presentación de libros, encabezada por una publicación acerca de la Historia del Corredor de las Ideas del Cono Sur.
            Tanto en los Paneles como en las Comisiones habrá un importante espacio para el debate, que se recogerá en Plenarios parciales y final. Lugar del Encuentro: Campus de la Universidad Nacional de General Sarmiento, zona de San Miguel, Pcia. de Buenos Aires.Inscripciones y posibilidades de alojamiento: se indicarán en las próximas circulares.

 

X CORREDOR DE LAS IDEAS

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X  CORREDOR DE LAS IDEAS
Maldonado,10,11 y 12 de setiembre de 2009

O “X Corredor de las Ideas” que versou sobre o tema “Aproximación crítica de la Condición Humana  en el contexto latinoamericano de hoy”, realizado em Maldonado, Uruguay, contou com a participação da ASAFTI. Estiveram presentes nas mesas de trabalhos membros de sua diretoria:   Dina Piccoti,  Magali Mendes de Menezes, Neusa Vaz e Silva bem como um expressivo número de sócios e colaboradores.

 

UN BRINDIS POR BENEDETTI

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Sírio López Velasco ( Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. )
 
No por esperada la noticia es menos brutal. Ha muerto Benedetti. Una travesura más de la muerte y otras sorpresas. Con él se va la expresión literaria del uruguayo de clase media que decide unir su suerte a la de los pobres de la tierra. Siempre lúcido, porque “la eternidad es un engañabobos, como Dios y el infierno y los profetas”. Tímido al punto de avergonzarse del sentimiento. Discreto como la tristeza, a la que brindó, pues “es un modo discreto de brindar por la vida”. Con “miedo a la muerte y miedo a la vida”, y “miedo al coraje”.  Con “el fardo de las dudas”. Pero al mismo tiempo con una “pesadilla llamada optimismo” y “el invicto centímetro de las duras lealtades”. Sólo una vez hablé cara a cara con Benedetti. Allá por el prehistórico 1974 nos recibió en el “Habana Libre” un hombre de voz baja y ojos saltones de niño, que se escudaban tras el bigote. Entre una copa de agua de la jarra, porque la de la canilla (que en España llaman grifo) salía salada, y dos comentarios sobre el cansancio del viaje, fue sacando de su valija, como si de un juguete se tratase, los cassettes que la Dirección del Movimiento de Liberación Nacional – Tupamaros - enviaba desde Buenos Aires a los compañeros que estaban en Cuba. Traían los presagios de una lamentable ruptura. Benedetti lo sabía, pero no dijo nada, fiel a su estilo (“mi mundo es un secreto para el mundo y no tolera ni augurios ni testigos”), que también le impidió comunicar que estaba allí para integrar el jurado de Casa de las Américas. Hoy, ante “el espejo que va agregando arrugas y otras huellas de los engaños y tristezas”, pero que también nos devuelve cada día la utopía de un mundo libre de las taras del capitalismo (sueño encarnado en Nuestra América que otra vez, como cada cien años, despierta en balbuceos ecomunitaristas), a su poema “Brindis”, agrego otra libación: por Benedetti!
 


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