Missionswissenschaftliches Institut - Missio - Deutchsland
Seminário Internacional - A Filosofia Intercultural face aos desafios da globalização -  19 a 21 de maio de 2003 - Unilasalle - Canoas/RS - Brasil
   Eixos Temáticos
  01: Educação e Interculturalidade
  02: Ética e Interculturalidade
  03: Filosofia e Interculturalidade
  04: História e Interculturalidade
  05: Literatura e Interculturalidade
  06: Teologia e Interculturalidade
   ANPOF
  01: GT. Ética e Cidadania

 

 

Sobre o evento

EDUCAÇÃO E INTERCULTURALIDADE

   Reflexões e apontamentos acerca da pesquisa em      educação intercultural

Autor: Angela Ariadne Hofmann
Resumo: Este trabalho apresenta alguns elementos para refletirmos acerca da pesquisa que se faz entre culturas de povos distintos, partindo da experiência que estou realizando enquanto pesquisadora e aluna de pós-graduação em educação, investigando uma escola indígena da etnia Guarani, no Rio Grande do Sul. 

Com a intenção de discutir os limites e as possibilidades de reinvenções da escola na comunidade indígena, é imprescindível perfazer o caminho da relação intercultural. Neste caminho, podemos nos deparar com os próprios limites oriundos do fato de ser estrangeiro e, provavelmente, com a necessidade vital de "nos reinventarmos" neste processo.

Assim, além destas experiências, busco apontar o que outros autores falam sobre este espaço "limítrofe" que se dá na pesquisa, por esta ser um trabalho entre sujeitos e mais, por ser entre sujeitos estranhos culturalmente. Acreditando ser o "limite" uma porta para a possibilidade de se ir além dele, penso ser este o ponto que mais os une: uma fronteira onde  intermediam-se  saberes, sendo esta uma realidade atualmente quase inevitável para a maioria dos povos indígenas do Brasil.

Algumas falas dos sujeitos da pesquisa são trazidas aqui para que possamos pensar a educação intercultural para além da concepção de que seja um espaço de invasão cultural de uma cultura sobre outra, ou apenas uma possibilidade de reinvenção da escolarização tradicional por parte destes povos, mas como um próprio espaço de trânsito, um espaço fronteiriço que aproxima duas ou mais culturas, onde uma é influenciada pela outra, num caminho de duas mãos.

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   Meus filhos já não sabem o que eu sabia:      silenciamento da história e tradição no currículo      escolar

Autor: Inês Caroline Reichert
Resumo: O trabalho aqui apresentado discute as questões do envolvimento da escolarização em relação aos processos de exclusão das diferenças culturais na sociedade como um todo. As reflexões aqui colocadas foram os pressupostos teóricos que me levaram a investigar minha própria prática pedagógica de Educação Ambiental.
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   Razões excludentes e incluintes na alfabetização de       jovens e adultos

Autor: Luciana Trindade da Silva

Resumo O presente trabalho trata de um estudo em torno da realidade educativa de jovens e adultos. Considerando a realidade de cada pessoa, pretendi verificar quais as razões que fazem as pessoas não-escolarizadas retornarem para a escola, o porquê de procurarem aprender mais relacionado às exigências que sofrem por viverem em uma sociedade letrada. Os procedimentos compreendem entrevistas, leituras e observações.


Penso que no momento em que os educandos assumem responsabilidade de continuar os estudos, aprendem a vencer as barreiras e manter o investimento em si mesmos bem como preparar-se para as várias situações encontradas no dia a dia, como: ler um jornal para manter-se informado, ler um livro infantil para seus filhos ou netos, ler e/ou escrever uma carta, compreender a função de um manual de instrução de algum aparelho doméstico, seguir as instruções de uma receita, construir a lista de compras do mês...enfim, tendo presente na sua vida o uso da leitura e da escrita.


Acreditando que as pessoas não alfabetizadas precisam de um incentivo externo para iniciarem uma busca do conhecimento da leitura e da escrita, propus-me a verificar quais são os fatores influentes na vida dessas pessoas. Esse contexto sugeriu-me as seguintes questões: O que leva os jovens e os adultos a ingressarem no curso de alfabetização? Que fatores podem influenciar esta decisão? O que significa a leitura e a escrita para a vida das pessoas? O que exclui e o que inclui as pessoas em uma sociedade letrada?
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   Educação: rito de iniciação na ética da coexistência

Autor: Miguel Almir Lima de Araújo
Resumo: O texto apresenta reflexões acerca da supremacia dos paradigmas logocêntricos e tecnocietíficos em nosso processo civilizatório em que os mesmos, desprovidos dos conteúdos da Ética, incidem em posturas separatistas e destrutivistas para a raça humana e para todo o ecossistema. Em seguida, aborda a Ética – o ethos – que traduz-se no cuidado com a morada do humano, com os valores humanos da paz, da solidariedade, da eqüidade, da fraternidade na teia viva da cultura.            

Posteriormente, trata da Ética da coexistência que plasma-se no desvelo para com os fluxos dinâmicos das relações intersubjetivas/sociais, bem como do ser humano para com todos os seres do universo desbordando-se na eco-ética, no eco-humanismo.

Por fim, rumina acerca da Educação compreendida como rito vivo e fecundo de iniciação no processo de formação dos valores humanos, do cuidado com a inteireza do ser mediante o desenvolvimento da auto-ética, da eco-ética; da Ética da coexistência. Desse modo, as ações educativas fomentam relações mais fraternas e solidárias, mais livres e amorosas, mais pacíficas e interdependentes entre os seres humanos na afinação da compaixão do coração e do humanismo do espírito.  

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   A sociedade informatizada e as políticas públicas do Banco Mundial para a educação

 Autor: Miguel Orth
Resumo: Neste trabalho buscamos abordar os aspectos relevantes da Sociedade da Informação e da Comunicação, como as mudanças econômicas, políticas, sociais e culturais que acompanham esse processo, muitas vezes, a revelia dos diferentes povos e nações, e no qual os interesses econômicos das multinacionais e das transnacionais se sobrepõem aos interesses das minorias. E depois de contextualizada essa sociedade procuramos mostrar como as políticas públicas do Banco Mundial para a educação buscam interferir na política educacional brasileira no sentido de reforçar, sempre mais, os interesses dos países centrais e suas políticas públicas para o setor.
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   A docência voluntária na escola e o discurso       neoliberal

Autor: Rejane Ramos Klein
Resumo: Este texto apresenta algumas análises e relações, entre a docência voluntária e o discurso neoliberal. É parte de uma pesquisa, na qual investiguei narrativas de professores voluntários de um Centro Educativo no Município de São Leopoldo. Pretendo, nesse momento, discutir a questão que chamei de Docência voluntária. O objetivo é fazer um recorte dessa pesquisa anterior, no sentido de procurar estabelecer algumas relações possíveis entre o voluntariado e o discurso neoliberal. Procuro argumentar sobre a necessidade de se investigar o voluntariado na escola, especialmente em “tempos neoliberais”, em que esse tipo de trabalho tem sido tomado como a “salvação” para resolver os problemas sociais e, especificamente, os da escola. Busco também, trazer algumas narrativas dos sujeitos voluntários para fazer uma aproximação com os discursos propagados na sociedade e na mídia através das grandes campanhas que promovem o trabalho voluntário. Mostrar essa relação implica em considerarmos um conjunto de práticas e entendimentos, que vão constituindo a educação, a docência, a escola e o currículo a serviço de um sistema global e hegemônico. Tal sistema vem determinando regras, padrões de comportamentos aos sujeitos, produzindo, com isso, um currículo produtivo a esse modelo específico de sociedade conforme as relações de poder aí estabelecidas.
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   Freire, Rousseau e a educação para a liberdade

Autor: Sandro de Castro Pitano
Resumo: No presente artigo, pretendo desenvolver uma reflexão acerca das propostas pedagógicas de Jean-Jacques Rousseau e Paulo Freire, especificamente quanto à categoria liberdade. Modificar a desigualdade instituída, libertando os oprimidos é uma questão que em ambos passa pela ordem político-pedagógica. Rousseau trabalha pela mudança do sistema político através de seus polêmicos escritos, dentre os quais se destacam: Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, O contrato social e Emílio, ou, da educação. Freire, por sua vez, além de construir imensa bibliografia combatendo a injusta ordem social, executa em sua prática de educador aquilo que teoriza em suas obras: é sua práxis.

Parto da idéia que ambos tem em comum, além da preocupação com o resgate do “humanismo do homem”, individualmente, como pessoa, e coletivamente, como sociedade, o objetivo de alcançar a igualdade civil entre os indivíduos, promovendo a cidadania e o respeito às diferenças, através da educação. Dessa forma, a reflexão ora proposta surge como mais um estímulo à esperança de alcançar um mundo mais justo, ao dialogar com dois pensadores que jamais a perderam e que nunca se dobraram ao fatalismo dos novos tempos.

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   Educação e diversidade cultural sob a perspectiva da      interculturalidade

Autor: Sinara da Silva Emmel
Resumo: A temática da Educação em uma perspectiva de interculturalidade vem tendo atenção especial há pouco tempo no campo educacional. Por muito tempo, a educação foi apresentada de tal forma que, se colocava uma perspectiva cultural em detrimento das demais. A escola foi levada a exercer suas funções de forma conservadora, com o objetivo de manter e legitimar comportamentos, valores e interesses.

Porém, entendendo a escola como um espaço cultural, onde professores precisam investigar os antecedentes culturais de seus alunos, para dessa forma,  compreender o papel da linguagem e da cultura no processo de aprendizagem, a perspectiva de interculturalidade passa a ser vista como um horizonte promissor na busca do reconhecimento e valorização das diferentes culturas que constituem a sociedade.

No entanto, é fundamental pensarmos esta perspectiva a partir das relações de poder que cada grupo foi constituindo ao longo dos tempos. Assim, desenvolvo este texto baseada em leituras e pesquisas feitas durante o Curso de Pedagogia e  a elaboração do Trabalho de Conclusão, pesquisas essas, que venho dando continuidade no Curso de Mestrado  em Educação e, que tem como objetivo buscar alternativas que nos levem ao reconhecimento e valorização da diversidade cultural, através do diálogo intercultural.

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