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EDUCAÇÃO
E INTERCULTURALIDADE

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Reflexões
e apontamentos acerca da pesquisa em educação
intercultural
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| Autor: Angela
Ariadne Hofmann |
| Resumo:
Este
trabalho apresenta alguns elementos para refletirmos
acerca da pesquisa que se faz entre culturas de povos
distintos, partindo da experiência que estou realizando
enquanto pesquisadora e aluna de pós-graduação em educação,
investigando uma escola indígena da etnia Guarani, no
Rio Grande do Sul.
Com
a intenção de discutir os limites e as possibilidades
de reinvenções da escola na comunidade indígena, é
imprescindível perfazer o caminho da relação intercultural.
Neste caminho, podemos nos deparar com os próprios
limites oriundos do fato de ser estrangeiro e, provavelmente,
com a necessidade vital de "nos reinventarmos"
neste processo.
Assim,
além destas experiências, busco apontar o que outros
autores falam sobre este espaço "limítrofe"
que se dá na pesquisa, por esta ser um trabalho entre
sujeitos e mais, por ser entre sujeitos estranhos
culturalmente. Acreditando ser o "limite"
uma porta para a possibilidade de se ir além dele,
penso ser este o ponto que mais os une: uma fronteira
onde intermediam-se saberes, sendo esta
uma realidade atualmente quase inevitável para a maioria
dos povos indígenas do Brasil.
Algumas
falas dos sujeitos da pesquisa são trazidas aqui para
que possamos pensar a educação intercultural para
além da concepção de que seja um espaço de invasão
cultural de uma cultura sobre outra, ou apenas uma
possibilidade de reinvenção da escolarização tradicional
por parte destes povos, mas como um próprio espaço
de trânsito, um espaço fronteiriço que aproxima duas
ou mais culturas, onde uma é influenciada pela outra,
num caminho de duas mãos.
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Meus filhos já não sabem o que eu sabia:
silenciamento da história
e tradição no currículo escolar
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| Autor: Inês
Caroline Reichert
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| Resumo:
O trabalho aqui apresentado discute
as questões do envolvimento da escolarização em relação
aos processos de exclusão das diferenças culturais na
sociedade como um todo. As reflexões aqui colocadas
foram os pressupostos teóricos que me levaram a investigar
minha própria prática pedagógica de Educação Ambiental.
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Razões excludentes e incluintes na
alfabetização de jovens
e adultos
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| Autor: Luciana
Trindade da Silva |
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Resumo
O presente trabalho trata de
um estudo em torno da realidade educativa de jovens
e adultos. Considerando a realidade de cada pessoa,
pretendi verificar quais as razões que fazem
as pessoas não-escolarizadas retornarem para
a escola, o porquê de procurarem aprender mais
relacionado às exigências que sofrem
por viverem em uma sociedade letrada. Os procedimentos
compreendem entrevistas, leituras e observações.
Penso que no momento em que os educandos assumem responsabilidade
de continuar os estudos, aprendem a vencer as barreiras
e manter o investimento em si mesmos bem como preparar-se
para as várias situações encontradas
no dia a dia, como: ler um jornal para manter-se informado,
ler um livro infantil para seus filhos ou netos, ler
e/ou escrever uma carta, compreender a função
de um manual de instrução de algum aparelho
doméstico, seguir as instruções
de uma receita, construir a lista de compras do mês...enfim,
tendo presente na sua vida o uso da leitura e da escrita.
Acreditando que as pessoas não alfabetizadas
precisam de um incentivo externo para iniciarem uma
busca do conhecimento da leitura e da escrita, propus-me
a verificar quais são os fatores influentes
na vida dessas pessoas. Esse contexto sugeriu-me as
seguintes questões: O que leva os jovens e
os adultos a ingressarem no curso de alfabetização?
Que fatores podem influenciar esta decisão?
O que significa a leitura e a escrita para a vida
das pessoas? O que exclui e o que inclui as pessoas
em uma sociedade letrada? :
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Educação: rito de iniciação
na ética da coexistência
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| Autor: Miguel
Almir Lima de Araújo |
| Resumo:
O
texto apresenta reflexões acerca da supremacia dos paradigmas
logocêntricos e tecnocietíficos em nosso processo civilizatório
em que os mesmos, desprovidos dos conteúdos da Ética,
incidem em posturas separatistas e destrutivistas para
a raça humana e para todo o ecossistema. Em seguida,
aborda a Ética – o ethos – que traduz-se no cuidado
com a morada do humano, com os valores humanos da paz,
da solidariedade, da eqüidade, da fraternidade na teia
viva da cultura.
Posteriormente,
trata da Ética da coexistência que plasma-se no desvelo
para com os fluxos dinâmicos das relações intersubjetivas/sociais,
bem como do ser humano para com todos os seres do
universo desbordando-se na eco-ética, no eco-humanismo.
Por
fim, rumina acerca da Educação compreendida como rito
vivo e fecundo de iniciação no processo de formação
dos valores humanos, do cuidado com a inteireza do
ser mediante o desenvolvimento da auto-ética, da eco-ética;
da Ética da coexistência. Desse modo, as ações educativas
fomentam relações mais fraternas e solidárias, mais
livres e amorosas, mais pacíficas e interdependentes
entre os seres humanos na afinação da compaixão do
coração e do humanismo do espírito.
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A sociedade informatizada e as políticas
públicas do Banco Mundial para a educação
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| Autor: Miguel
Orth |
| Resumo:
Neste
trabalho buscamos abordar os aspectos relevantes da
Sociedade da Informação e da Comunicação, como as mudanças
econômicas, políticas, sociais e culturais que acompanham
esse processo, muitas vezes, a revelia dos diferentes
povos e nações, e no qual os interesses econômicos das
multinacionais e das transnacionais se sobrepõem aos
interesses das minorias. E depois de contextualizada
essa sociedade procuramos mostrar como as políticas
públicas do Banco Mundial para a educação buscam interferir
na política educacional brasileira no sentido de reforçar,
sempre mais, os interesses dos países centrais e suas
políticas públicas para o setor.
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A docência voluntária na
escola e o discurso neoliberal
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| Autor: Rejane
Ramos Klein |
| Resumo:
Este
texto apresenta algumas análises e relações, entre a
docência voluntária e o discurso neoliberal. É parte
de uma pesquisa, na qual investiguei narrativas de professores
voluntários de um Centro Educativo no Município de São
Leopoldo. Pretendo, nesse momento, discutir a questão
que chamei de Docência voluntária. O objetivo é fazer
um recorte dessa pesquisa anterior, no sentido de procurar
estabelecer algumas relações possíveis entre o voluntariado
e o discurso neoliberal. Procuro argumentar sobre a
necessidade de se investigar o voluntariado na escola,
especialmente em “tempos neoliberais”, em que esse tipo
de trabalho tem sido tomado como a “salvação” para resolver
os problemas sociais e, especificamente, os da escola.
Busco também, trazer algumas narrativas dos sujeitos
voluntários para fazer uma aproximação com os discursos
propagados na sociedade e na mídia através das grandes
campanhas que promovem o trabalho voluntário. Mostrar
essa relação implica em considerarmos um conjunto de
práticas e entendimentos, que vão constituindo a educação,
a docência, a escola e o currículo a serviço de um sistema
global e hegemônico. Tal sistema vem determinando regras,
padrões de comportamentos aos sujeitos, produzindo,
com isso, um currículo produtivo a esse modelo específico
de sociedade conforme as relações de poder aí estabelecidas. |
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Freire, Rousseau e a educação
para a liberdade
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| Autor: Sandro
de Castro Pitano |
| Resumo:
No presente artigo, pretendo desenvolver uma reflexão
acerca das propostas pedagógicas de Jean-Jacques Rousseau
e Paulo Freire, especificamente quanto à categoria liberdade.
Modificar a desigualdade instituída, libertando os oprimidos
é uma questão que em ambos passa pela ordem político-pedagógica.
Rousseau trabalha pela mudança do sistema político através
de seus polêmicos escritos, dentre os quais se destacam:
Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade
entre os homens, O contrato social e Emílio, ou, da
educação. Freire, por sua vez, além de construir imensa
bibliografia combatendo a injusta ordem social, executa
em sua prática de educador aquilo que teoriza em suas
obras: é sua práxis.
Parto
da idéia que ambos tem em comum, além da preocupação
com o resgate do “humanismo do homem”, individualmente,
como pessoa, e coletivamente, como sociedade, o objetivo
de alcançar a igualdade civil entre os indivíduos,
promovendo a cidadania e o respeito às diferenças,
através da educação. Dessa forma, a reflexão ora proposta
surge como mais um estímulo à esperança de alcançar
um mundo mais justo, ao dialogar com dois pensadores
que jamais a perderam e que nunca se dobraram ao fatalismo
dos novos tempos.
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Educação e diversidade
cultural sob a perspectiva da interculturalidade
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| Autor: Sinara
da Silva Emmel |
| Resumo:
A
temática
da Educação em uma perspectiva de interculturalidade
vem tendo atenção especial há pouco tempo no campo educacional.
Por muito tempo, a educação foi apresentada de tal forma
que, se colocava uma perspectiva cultural em detrimento
das demais. A escola foi levada a exercer suas funções
de forma conservadora, com o objetivo de manter e legitimar
comportamentos, valores e interesses.
Porém,
entendendo a escola como um espaço cultural, onde
professores precisam investigar os antecedentes culturais
de seus alunos, para dessa forma, compreender
o papel da linguagem e da cultura no processo de aprendizagem,
a perspectiva de interculturalidade passa a ser vista
como um horizonte promissor na busca do reconhecimento
e valorização das diferentes culturas que constituem
a sociedade.
No
entanto, é fundamental pensarmos esta perspectiva
a partir das relações de poder que cada grupo foi
constituindo ao longo dos tempos. Assim, desenvolvo
este texto baseada em leituras e pesquisas feitas
durante o Curso de Pedagogia e a elaboração
do Trabalho de Conclusão, pesquisas essas, que venho
dando continuidade no Curso de Mestrado em Educação
e, que tem como objetivo buscar alternativas que nos
levem ao reconhecimento e valorização da diversidade
cultural, através do diálogo intercultural.
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